quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Banco de imagens sobre biologia marinha - CEBIMar/USP

Centro de Biologia Marinha da USP lança site com milhares de imagens de organismos oceânicos

19/10/2011
site Cebimar
Agência FAPESP – O Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da Universidade de São Paulo (USP) lançou o Cifonauta – um banco com mais de 11 mil imagens, 260 vídeos e panorâmicas e seleção de fotos sobre temas de interesse de biólogos e pesquisadores que estudam o meio ambiente marinho e do público, em geral.

De acordo com a USP, o objetivo do projeto, criado pelos pesquisadores Álvaro Esteves Migotto e Bruno Vellutini, é compartilhar informações científicas e divulgar a biodiversidade marinha por meio de imagens.

O processo de montagem do banco de imagens durou cerca de dois anos, entre o início das programações e as fases de teste em sistema fechado. O conteúdo apresenta referências bibliográficas, com uma ficha técnica do organismo contendo seu tamanho, local de origem e nome científico, por exemplo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Reflexão sobre a Privacidade e Segurança da Informação


"ser social e comunicativo, o homem tem o direito e o dever de informar e de ser informado isto é, tem o direito e o dever da verdade. Da verdade descoberta e da verdade a descobrir. Por outro lado, principalmente em razão da enorme extensão dos conhecimentos, a informação condiciona hoje uma boa parte do progresso científico cultural e moral da humanidade. Com instrumentos poderosíssimos ao seu dispor, a informação pode servir aquilo a que, na realidade objetiva e na ordem de valores, está destinada, isto é, a verdade, e pode servir o seu contrário. Isto dito, poderá assim formular-se o seu fundamental princípio regulador: “nada transmitir de falso e nada omitir de verdadeiro”, adotando a fórmula que Cícero aplica à História."
(Manuel Antunes)

Partindo da reflexão sobre a afirmação de Manuel Antunes, bem como de leituras que abordam privacidade de dados e informações nas redes, ética, gestão e segurança da informação, surge a reflexão abaixo... Que reflete a necessária reflexão de que o Brasil precisa ter sobre -mais- este tema que, sem políticas ou normalizações, vem invadindo a privacidade e segurança de muitos brasileiros.

REFLEXÃO SOBRE 
A PRIVACIDADE E SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
por Ana Celina Tiburcio

Em tempos contemporâneos chegamos a experimentar os escritos de Goerge Orwell que do século passado sobreviveram à atualidade. Somos vigiados, espionados e, por assim dizer, manipulados pelos nossos passos e nossas preferências, e, com a era digital nossos clics e navegar em um vasto mundo onde, reduzidamente, pertencemos aos hardware, software...conectados a redes de informações poderosíssimas capaz de desvendar nossos números, perfil, características e hábitos.

domingo, 7 de agosto de 2011

Norma ISO 20.121 determina como agir de forma sustentável na realização de eventos

Comunicação Organizacional e Relações Publicas: Norma ISO 20.121 determina como agir de forma sust...: "Todos os anos são realizados no Brasil milhares de eventos de diversos segmentos. Os organizadores pensam estrategicamente em cada detalhe p..."

Todos os anos são realizados no Brasil milhares de eventos de diversos segmentos. Os organizadores pensam estrategicamente em cada detalhe para garantir o seu sucesso: como divulgá-lo, o menor custo, a melhor localização, entre outros.
“Preocupar-se com ações sustentáveis precisa fazer parte da rotina de qualquer empresa. Quando se trata de eventos, é preciso motivar todos os envolvidos a terem uma consciência ambiental antes, durante e depois da sua realização”. Essa é a opinião de Daniel de Freitas, coordenador da Comissão de Estudos Especiais - CEE 142 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que elabora a Norma ISO 20.121 de Gestão Sustentável de Eventos.
A Norma ISO 20.121 (a ser publicada em junho de 2012) estabelece padrões de gestão sustentável para eventos como as Olimpíadas de 2012 e a Copa do Mundo de 2014.
Conforme Daniel de Freitas, estão englobadas nessas estratégias medidas práticas que privilegiam o desenvolvimento sustentável como um todo, levando em consideração que a sustentabilidade é baseada em um tripé econômico, social e ambiental.
Sem perceber, algumas empresas até desenvolvem ações sustentáveis, mas não sabem que já estão contribuindo. “Por isso é importante buscar a orientação de um consultor para que seja traçado um plano de Gestão Sustentável e faça os envolvidos perceberem que algumas ações realizadas já fazem parte de um movimento sustentável, e que podem cooperar muito mais. Trata-se de um processo de aculturação”.
Para ajudar os organizadores a descobrirem como podem fazer para tornar o seu evento mais sustentável e entender que o investimento em sustentabilidade é revertido em muitos benefícios para a empresa gerando um bom retorno, o profissional lista algumas dicas:
- Tente reduzir ao máximo os resíduos gerados pelo evento e através do evento;
- Utilize recursos reaproveitáveis ou recicláveis;
- Nos estantes, dê preferência para lâmpadas econômicas, como as LED´s que chegam a economizar até 90% de energia;
- Verifique a acessibilidade das pessoas deficientes;
- Possibilite a inclusão social;
- Opte por brindes recicláveis ou feitos de material reciclado. Banners podem ser feitos de tecido de garrafas pets;
- No desenvolvimento de um evento, o item transporte pode representar cerca de 80% das emissões de Gases Efeito Estufa. Trabalhar com fornecedores da região do evento, além de reduzir a quantidade de poluentes jogados no ar incentiva a economia local;
- Faça a coleta seletiva e a destinação correta dos resíduos gerados no seu evento;
- Na área de alimentação, opte por produtos orgânicos ou mais saudáveis.
A empresa que investe em ações ambientais e que faz parcerias com fornecedores também focados em sustentabilidade mostra que está preocupada em oferecer os melhores serviços com menores impactos ambientais.


RPitacos: Perceber aquilo que não se vê - Relações Públicas ...

RPitacos: Perceber aquilo que não se vê - Relações Públicas ...: "Muitos já ouviram aquele ditado de que nem tudo o que parece é, ou seja, que as imagens que são vistas de maneira superficial e rápida nem s..."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Caraguá, Ubatuba e São Sebastião são cidades fantasmas?

 
Ibama desmistifica repasse de royalties
em fase de licenciamento de projeto do Pré-Sal
 
Entidades ambientais apontam possíveis falhas em proposta elaborada pela ICF que definiu a área de influência que terão ações mitigatórias pela Petrobras

Durou mais de seis horas a audiência pública realizada na noite da última terça-feira, em Ilhabela, com o objetivo da apresentação Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) dos Projetos Integrados de Produção e Escoamento de Petróleo e Gás Natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, encaminhados para licenciamento junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Mais de 500 pessoas comparecerem à reunião que serviu, entre outras coisas, para esclarecer aos presentes, que nesta fase não se discute a possível redistribuição de royalties aos municípios indicados como possíveis a serem afetadas pelo empreendimento.

Conforme o levantamento da empresa, apenas Ilhabela, no Litoral Norte, estaria dentro da área de influência, o que pode fazer a Petrobras adotar medidas de compensação em caso de algum acidente ambiental. Ainda no Estado de São Paulo, foi apontada a cidade de Itanhaém, no Litoral Sul. As outras - Rio de Janeiro, Itaguá, Mangaratiba, e Marica – ficam no Estado Fluminense. Desde a divulgação da audiência, representantes das cidades de Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba se uniram para provar que o estudo está errado. Nessa mesma linha, seguem algumas entidades ambientais que atuam na região que apontam falhas no projeto elaborado pela empresa.

domingo, 31 de julho de 2011

Do Fogo à Proteção: Arquipélago dos Alcatrazes aguarda para se transformar em atrativo turístico


Arquipélago dos Alcatrazes. Foto: Celso Moraes
 por Ana Celina Tiburcio

Beleza cênica e biodiversidade. São conhecidos em Alcatrazes centenas de plantas e animais, que evoluindo isolados do continente nos últimos 10 mil anos, tornaram-se únicas no Planeta. O maior ninhal do sudeste brasileiro, com grande potencial turístico, pode se transformar em Parque Nacional Marinho do Arquipélago dos Alcatrazes.

O Arquipélago dos Alcatrazes abriga pererecas, cobras, lagartos, aranhas, centopéias, insetos, bela variedade de orquídea e a flor rainha do abismo. Contudo, ainda sem catalogação, vários destes seres vivos estão relacionados na lista paulista ameaçados de extinção. Podendo ser o turismo científico uma alternativa de melhor conhecer o Arquipélago, onde também estão presentes as cinco espécies de tartarugas marinhas existentes no Brasil.

Diferentemente do turismo predatório que o Litoral Norte está “acostumado’ a vivenciar, cheia de riquezas e ameaças, com o aumento do turismo, a região de Alcatrazes deverá ter o cuidado de dialogar e planejar o turismo sustentável, como o mergulho, por exemplo, que o turista está mais preparado para causar o mínimo impacto ambiental.

Além de atrativos naturais subaquáticos, o avanço no diálogo com a conservação dos recursos, também deverá estar na agenda da visitação aos núcleos caiçaras, que tem a expectativa da gestão da rede integrada nas áreas, valorizando e valorando aspectos sociais, culturais e ambientais da região. Conheça um pouquinho da história do Arquipélago de Alcatrazes, a seguir.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ICMS Ecológico incentiva investimentos ambientais

São Miguel Arcanjo/SP
 
29 de julho de 2011

Preservar o meio ambiente gera renda aos municípios brasileiros. O exemplo é o ICMS Ecológico, projeto incentivado pela ONG The Nature Conservancy (TNC).

De acordo com a Constituição Federal, o ICMS arrecadado pelos estados deve ser dividido na proporção de 75% para o Estado e 25% aos municípios que o geraram. Para a distribuição desses 25%, o estado pode legislar criando critérios próprios até o montante de 1/4 deste valor. Os critérios ambientais inseridos nessa fatia são chamados de ICMS Ecológico ou ICMS Verde.

O coordenador de Serviços Ambientais da ONG, Fernando Veiga, explica os critérios de recebimento deste valor.

- O ICMS Ecológico é um mecanismo de compensação fiscal aos municípios. Ele redistribui a renda do ICMS coletado pelo Estado aos municípios que detém áreas de conservação nos seus territórios, ou que praticam ou desenvolvem ações ambientalmente adequadas – informa.

O município de São Miguel Arcanjo, no interior de São Paulo, por exemplo, possui cerca de 20% do seu território ocupado por Unidades de Conservação.
Nos últimos cinco anos, a cidade recebeu R$ 2 milhões, que são aplicados construção de novos pontos de coleta de lixo e de coleta seletiva na zona rural. O secretário do Meio Ambiente do município, Roberto Furuya, salienta também que os recursos são aplicados em ações de educação ambiental.

- Temos uma lei municipal que institui a educação ambiental de forma transversal. Todas as escolas estão trabalhando a questão ambiental nas escolas de ensino fundamental – afirma.

A cada ano, pelo menos R$ 600 milhões para os municípios que abrigam Unidades de Conservação ou se beneficiam por meio de outros critérios ambientais.

Até 2010, os estados que mais tiveram destaque nesse trabalho foram o Ceará, com aproximadamente R$ 53 milhões, o Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com cerca de R$ 55 milhões, e São Paulo, com um pouco mais de R$ 92 milhões.


Fonte: 
http://wp.clicrbs.com.br/campoelavouranagaucha/2011/07/29/icms-ecologico-incentiva-investimentos-ambientais/?topo=52,1,1,,171,77

Saiba mais em: 
http://www.icmsecologico.org.br/

terça-feira, 19 de julho de 2011

Economia Criativa, Crowd Economy, Economia para todos!

Reinaldo Pamponet | segunda-feira, 18 julho 2011
Esse início de século traz a novidade das mídias sociais, do mundo mais conectado e aparentemente mais próximo. Ao mesmo tempo, temos uma sensação um pouco esquisita, aquela intitulada Paradoxo de Gramsci: “Uma velha ordem agoniza enquanto uma nova ordem parece não ser capaz de nascer”. O modelo econômico clama para ser redesenhado, o meio ambiente e as sucessivas crises são claros sinais de alguma coisa está fora da ordem…

Ao mesmo tempo, o Homem firme em busca da sua evolução. Para nós, brasileiros, de uma hora para outra somos a bola da vez. País das tendências, cristo redentor decolando, copa do mundo, olimpíadas e um fosso muito grande entre o que parece ser uma sociedade desenvolvida e o que somos de fato.  Nunca nos acostumamos nem nos preparamos para tal momento. Gosto muito de uma frase que ouvi outro dia: “Está muito difícil viver e ser exemplo ao mesmo tempo”.

Não há melhor momento para descolonizarmos de vez o nosso olhar sobre nós mesmos. Olhar o que temos de riqueza única, intrínseca e valiosa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CIDADES, BICICLETAS E O FUTURO DA MOBILIDADE

FÓRUM: CIDADES, BICICLETAS E O FUTURO DA MOBILIDADE

SESC Pinheiros
 
Dia(s) 12/07
Terça, às 19h.
Este fórum tem por objetivo, mobilizar a sociedade, autoridades e ativististas para a construção de cidades eficientes e que ofereçam a seus cidadãos transporte sustentável e igualitário. Idealizado por David Byrne, ex-vocalista e guitarrista do Talking Heads. O encontro que em sua primeira edição conta com organização do Instituto Parada Vital, do Instituto de Políticas para o Transporte e o Desenvolvimento (ITDP), e co-realização da Editora Amarilys e SESC. Com David Byrne, Eduardo Alcântara Vasconcellos, Arturo Alcorta e Marcelo Branco. Teatro Paulo Autran. A partir de 16 anos. Inscrições a partir de 01/07, pelo site ou pessoalmente na Central de Atendimento das unidades do SESC (Consulte o horário de funcionamento da Central de Atendimento das unidades). Vagas Limitadas.

Mais infos : http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=198757







segunda-feira, 20 de junho de 2011

Primeiro Parque Nacional do Brasil faz 74 anos

Parque Nacional do Itatiaia-RJ/MG
Parque Nacional do Itatiaia

Em 14 de junho de 1937, o presidente Getúlio Vargas criava o primeiro Parque Nacional do Brasil: o Parque Nacional do Itatiaia, localizado entre o Rio de Janeiro e São Paulo. O parque, que possui uma história marcada por problemas como regularização fundiária e incêndios, é reconhecido por proteger importantes espécies da fauna e da flora da Mata Atlântica. Desde o ano passado, com o apoio do governo federal, ICMBio, INCRA, e INEA-RJ, essa unidade de conservação iniciou uma nova fase de seu planejamento rumo à regularização de suas terras. Os 74 anos do Parque de Itatiaia foram comemorados na última terça, com o descerramento da placa do início da Regularização Fundiária. A SOS Mata Atlântica, a Conservação Internacional e o Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF, em inglês) apoiam o parque através do projeto da criação das placas que darão suporte a esse processo e da Cartilha Virtual, site que será lançando em breve, onde será descrito o histórico da regularização fundiária na unidade de conservação. Clique aqui para mais informações.
Fonte: SOS Mata Atlântica - Ecos da Mata n°331 
 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Comitê lança carta convocatória sobre a Rio+20

 O Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 divulgou uma carta convocatória sobre o evento. Convidando os mais variados atores sociais para partipação, a carta afirma: "Este momento contribuirá para acumularmos forças na resistência e disputa por novos paradigmas baseados na defesa da vida e dos bens comuns."

Por último, o Comitê faz um convite para uma primeira atividade preparatória da Cúpula dos Povos, no dia 2 de julho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, para construção do processo que culminará no encontro de junho de 2012.

Venha reinventar o mundo na Rio +20!

O Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 chama as organizações da sociedade civil e movimentos sociais e populares de todo o Brasil e do mundo para participar do processo que culminará na realização, em junho de 2012, do evento autônomo e plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Preservação e Conservação da Natureza! Há diferença?


Preservação - Litoral Norte SP
  por Ana Celina Tiburcio*

Em simples palavras podemos dizer que a conservação inclui o homem na natureza e a preservação exclui o homem da natureza. Assim, os preservacionistas protegem independentemente do interesse humano, e os conservacionistas visam um uso ou algum outro motivo para tal. Vejamos alguns conceitos já estudados e publicados.

Podemos entender que conservar é administrar os recursos naturais de forma racional para que possamos utilizar seus benefícios para as atuais e futuras gerações, enquanto a preservação visa assegurar a proteção integral dos recursos naturais, garantindo a intocabilidade. Nas áreas consideradas de preservação permanente é vetada qualquer forma de exploração dos recursos naturais, excetuando-se a pesquisa, lazer e educação ambiental.

Inclusive, podemos considerar as APP, previstas na legislação ambiental do polêmico Código Florestal, que são áreas de beira de rio e topos de morro que devem ser preservadas pela sua importante função ecológica, que entre outras, evita assoreamentos, enchentes e deslizamentos de morros como pudemos presenciar nos últimos anos.

Conservacionismo e preservacionismo vêm de correntes ideológicas que representam relacionamentos diferentes do ser humano com a natureza. Segundo a pesquisadora do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas, Suzana Pádua, “conservação pode ser entendida, então, quando se permite a intervenção humana, inclusive na exploração de qualquer recurso natural: hídrico, mineral, solo, flora e fauna.”

Pádua, afirma em texto que, ‘considerando os ecossistemas naturais, a preservação, em termos práticos, é necessária quando há risco de perda de uma espécie, um ecossistema ou de um bioma como um todo. Essas definições são de uso consagrado, porém em termos jurídicos parece não haver uma distinção clara entre os dois termos.’

A Constituição Brasileira e o Código Florestal utilizam o termo preservação em distintas situações, tratando desde intocabilidade, beleza cênica, patrimônios e também para se referir a alguma forma de exploração dos recursos naturais. Podemos observar que já o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, conhecido como SNUC, Lei nº. 9.985/2000, que institui dois tipos de grupos; as (i) Unidades de Proteção Integral; e as (ii) Unidades de Uso Sustentável.

Deste modo, aquelas de “proteção integral”, como diz o texto da lei, consideram a “manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana, admitido apenas o uso indireto dos seus atributos naturais”. Vetando assim, qualquer forma de exploração dos recursos naturais, excetuando-se a pesquisa, lazer e educação ambiental.

Por sua vez, as unidades de “uso sustentável”, de acordo com o texto da lei, significam a “exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.”

Com o correr do tempo, o preservacionismo tornou-se sinônimo de salvar espécies, áreas naturais, ecossistemas e biomas. Tende a compreender a proteção da natureza, independentemente do interesse utilitário e do valor econômico que possa conter.

Já a visão conservacionista permite o uso sustentável e assume um significado de salvar a natureza para algum fim. A conservação admite a participação humana, em harmonia e com intuito de proteção.

‘Um precursor do pensamento ambientalista foi John Muir, para quem a natureza tinha valor intrínseco. Mesmo que em sua época ainda não houvesse distinção desses termos, Muir hoje seria considerado um preservacionista, pois ficou conhecido pelo seu deslumbramento pela natureza em geral, e compartilhou suas emoções em vários textos e livros que se tornaram marcos do movimento ecológico que se formaria mais tarde.’ (O Eco – texto de Suzana Pádua)

Conservação - Litoral Norte SP
Assim, de vários pensamentos precursores dos ambientalistas, surgiram a ecologia profunda; a nova ética ambiental e, também, a visão holística, que diz que a visão do conservacionismo não pode ser limitada, sob ótica somente da espécie humana e sim, a conservação depende da compreensão de aspectos mais profundos, como a abrangência para inclusão de todos os seres e suas inter-relações e não apenas a visão humana; que a autonomia local e a descentralização das decisões podem ser chave no processo de inclusão social e valorização da natureza, entre outros aspectos.

Por fim, há consenso que “o maior desafio atual é conciliar a produtividade, lucratividade e a conservação do meio ambiente.”

Fonte:


*Ana Celina Tiburcio é Relações Públicas especializada em Meio Ambiente e Educadora Ambiental




sábado, 23 de abril de 2011

Vale do Paraíba inicia a 7ª edição do Curso de Gestão e Educação Ambiental

por Ana Celina Tiburcio

      O 7º Curso de Gestão e Educação Ambiental do Vale do Paraíba, organizado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental e Mobilização Social (CT-EAMS) do Comitê de Bacias Hidrográficas do rio Paraíba do Sul (CBH-PS), teve início no dia 19 de março de 2011.  

      A 7ª turma foi recebida pelo Prof. Jorge Gomes, na FATEA, em Lorena, para a realização do 1º Módulo do curso, apresentado pelo Coordenador da CT-EAMS, Duva L. Steck Brunelli, que também apresentou toda a programação do curso que tem duração até novembro. Brunelli, explanou sobre responsabilidades dos alunos, sanou dúvidas sobre a avaliação final e finalizou com um bate-papo com a turma sobre a participação da sociedade civil na gestão ambiental.

      Em seguida, a programação trouxe o Coordenador Técnico da Agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), o engenheiro Flávio Simões, que tratou da temática sobre investimento para Captação de Recursos para a Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul; um rio federal que passa pelos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

      A palestra do engenheiro Simões foi muito proveitosa, pois os alunos puderam abranger temas ecológicos; impactos socioambientais, como a ocupação irregular e outras intervenções antrópicas como as pequenas centrais hidrelétricas, conhecidas como PCH.
     

quinta-feira, 31 de março de 2011

Florestas Brasileiras em perigo!




Você já deve ter ouvido falar das alterações que estão sendo propostas ao Código Florestal Brasileiro. Mas você sabe como elas podem impactar a vida de todos os brasileiros?

Para se ter idéia, se as alterações forem aprovadas, somente com o desmatamento de matas ciliares (aquelas que ficam na beira dos rios), perderíamos uma área natural equivalente a dois milhões de campos de futebol.

Faça parte da corrente que une movimentos sociais, organizações ambientais e entidades científicas contra as alterações propostas pelo Projeto de Lei 1876/99.


Fonte: Fundação Grupo Boticário

quinta-feira, 24 de março de 2011

Diálogo Florestal apresenta 16 propostas de consenso para o Código Florestal

Iniciativa conjunta busca aperfeiçoar
a legislação ambiental e contribuir
com o debate no Congresso Nacional



São Paulo, 24 de março de 2011 – Com o objetivo de contribuir para o aprimoramento da legislação vigente, empresas do setor de base florestal plantada e algumas das principais organizações socioambientais em atuação no Brasil apresentaram hoje (24), em São Paulo, uma proposta contendo 16 pontos específicos para o novo Código Florestal Brasileiro, em tramitação no Congresso Nacional. O documento é resultado de um trabalho de oito meses realizado pelo Diálogo Florestal – iniciativa que reúne empresas do setor florestal e organizações socioambientais –, e seu principal diferencial é a busca de consenso entre os setores.

Na Carta do Diálogo Florestal que apresenta os 16 pontos de consenso (disponível em www.dialogoflorestal.org.br), os signatários afirmam que o Código Florestal precisa ser “revisado, aperfeiçoado e modernizado, pois a legislação atual ainda é tímida e pouco eficaz na compatibilização entre a produção rural e a proteção ambiental”. O texto destaca a vocação florestal do Brasil e sua relevância no cenário das mudanças climáticas, apontando as florestas plantadas para fins industriais e as nativas como importantes vetores para a promoção do desenvolvimento sustentável do país. O documento ressalta, também, que o país precisa de uma legislação florestal “forte, com robustez científica e respaldada por políticas públicas inovadoras e instituições comprometidas com a proteção e ampliação da cobertura florestal brasileira.”

terça-feira, 15 de março de 2011

B2G realiza Seminário Corporativo "Comunicação Interna Estratégica", 30/03 em SP

Planejamento, Execução e Avaliação de Resultados
serão discutidos por profissionais da área


Apesar dos avanços que contribuíram para o entendimento da importância do papel da comunicação para a sustentabilidade de qualquer corporação e a consciência da importante contribuição da comunicação interna para o aumento da produtividade e qualidade em qualquer negócio, ainda perdura um desafio: a justificativa dos investimentos empreendidos na comunicação.


E é tendo em vista este cenário que a B2G (Business to Group) criou o seminário corporativo Comunicação Interna Estratégica – Planejamento, Execução e Avaliação de resultados. O encontro acontecerá na capital de São Paulo no dia 30 de março e contará com palestras da Sabesp, TerraFórum, CDN, Votorantim, MSD e consultores.